Histórias de Mãe... Uma mãe não esquece!

“15 Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.” Isaías 49:15

“Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.” Mateus 5:4

O consolo é uma promessa de Deus, perfeita e preciosa para todos que necessitam de conforto e bálsamo para as emoções. É um presente dos céus, a cura que só Deus pode nos dar. Porém o consolo e a cura não geram amnésia, as lembranças não se perdem com as lágrimas e não se vão com o perdão.


As lembranças são cicatrizes colecionadas pelo tempo. A cura retira a dor, mas podemos lembrar e até compartilhar nossas adversidades vencidas como sementes de fé na vida de outras pessoas. A resiliência é um dom dado por Deus para nos fazer suportar e retornar ao equilíbrio após as tempestades.


Conheço uma mulher que suportou mais do eu imaginaria que alguém poderia suportar. Uma mãe que decidiu compartilhar algumas de suas histórias para nos inspirar e nos levar a refletir sobre o poder da fé e da perseverança.


O nome dela é Erica Katia, uma amiga muito querida, uma mulher admirável, com coração de serva e uma fé extraordinária. Ela contou com muito carinho seu testemunho, com muitos detalhes, citando datas e me levando a vivenciar com ela esses momentos inesquecíveis. Certamente poderia ser um livro, mas como temos apenas poucas linhas para expressar, farei um resumo para ilustrar a vida dessa mãe perseverante.


Sua história começa com uma menina órfã de mãe tendo que cuidar dos irmãos e ajudar o pai. Uma criança que sofreu maus tratos pela família, por aqueles que deviam protegê-la e supri-la. Experimentou surras e palavras de rejeição, teve que superar as tentativas de abusos e a solidão.


Ela precisou parar de estudar para ajudar em casa e desde menina trabalhava em casa de família com faxinas. Não tinham água encanada e precisava andar muito para buscar em latas a água para comida e o banho da família. A comida, quando tinha, eram apenas poucos grãos de feijão ou um mingau ralo de milharina. Arroz, café e carne eram artigos de luxo e motivos para muita festa quando tinha em casa.


Seu pai era um homem habilidoso e trabalhador, mas que não firmava nos empregos pelo alcoolismo e freqüentes enfermidades. Ele construía barracos para morar com os filhos nas invasões que passaram e no final de sua vida tirava seu sustento do lixão, de onde levava comida para Erica e os irmãos. Ele faleceu por leptospirose e quase foi enterrado como indigente pela dificuldade de comunicação do hospital com a família.


Mesmo contra a vontade do pai, Erica sempre buscava Deus e tentava ir para igreja. Quando criança ela achou um pequeno livrinho sem capa ao lado do rio que costumava ir para tomar banho. Aquele pequeno tesouro era seu primeiro livro, mesmo sem saber ler na época que o achou, sempre cuidava dele com muito carinho. Só um tempo depois descobriu que seu livrinho era o novo testamento. E sua alegria em aprender a ler era finalmente poder ler o que estava escrito no seu pequeno troféu.


Depois da morte do pai a Erica foi morar na casa da tia, onde deu continuidade aos seus estudos e desejou estudar na UnB. Porem abriu mão pelas circunstâncias da vida. Casou e teve seu primeiro filho aos 23 anos.


Em Salmos 23:4 a o salmista diz que “Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.” Assim era com a Erica, sentia que estava andando no vale de sombra e morte. O que seria festa pela chegada do primeiro filho tornou-se luto pelo falecimento do seu pequeno com apenas dois meses e 22 dias de nascido. Por erro médico e negligências, essa mãe sepultou um dos grandes sonhos que já teve, ser mãe de um menino.


Não demorou muito para Erica ficar grávida novamente. Com o trauma da primeira gestação e outras dificuldades que enfrentou, a segunda gravidez foi difícil e desafiadora. Quatro meses e cinco dias foi o curto tempo que ela teve com sua filha, que também faleceu por complicações de saúde.


Como pode uma mãe suportar a perda de um filho? Ela já havia perdido dois! O seu consolo era o livro de Salmos e a presença do Espírito Santo. O bom pastor estava com ela, com seu cajado e proteção.Como poderia uma mãe esquecer dos filhos que gerou, mesmo sepultados ainda permaneciam vivos em sua memória...


Essa mãe já tinha desistido de ser exatamente isso: mãe. Mas Deus tinha planos diferentes para ela. Mesmo utilizando três formas contraceptivas diferentes por medo de engravidar, Erica foi surpreendida mais uma vez com uma terceira gravidez.Foi uma gravidez de alto risco, mas finalmente seu milagre nasceu, uma linda menininha. E seu milagre venceu os dois primeiros meses, venceu o quarto mês, venceu o primeiro ano. Venceu o segundo e continua vencendo, ano após ano até hoje.


Os anos foram passando e as palavras de maldição que diziam que sua filha não sobreviveria foram anuladas, palavras vindas da própria família. Porém os desafios e guerras não pararam. Os conflitos familiares continuavam. Até por fim chegar a separação, após seu marido tentar abusar da própria filha, com apenas quatro anos de idade.


Com dificuldades para conseguir trabalho, com início de depressão e ainda tendo que cuidar da filha com sequelas do trauma causado pelo próprio pai e problemas de saúde,Erica precisou continuar confiando em Deus para não desistir. Enfrentou uma verdadeira batalha espiritual, crendo contra todas as circunstancias.


Hoje ela tem ela conseguido pagar o aluguel, com o dinheiro de artesanato e faxinas. Ela se firmou na igreja e foi duas vezes para o Encontro com Deus. É uma mãe dedicada e amorosa, sempre um exemplo de superação para própria filha.


Ela soube trilhar a rota do perdão e encontrou em Deus o bálsamo para suas dores. Hoje ela prega a palavra de Deus para outras mulheres e serve na casa do Senhor. Sua filha tem crescido na presença de Deus e tem experimentado a oportunidade de viver uma nova história.


Quais foram os lutos que você experimentou? Quantas traições e abandonos? Qual o nível da sua dor e qual o tamanho da sua escassez? Onde você parou? Houve cura na história da Erica e há cura para você também. O Senhor quer mudar seu destino.


O pequeno livrinho da Erica era a bíblia, a palavra do Senhor, fonte de vida. Faça desse livrinho seu tesouro também. Mesmo sem compreender o que está escrito, busque com fé! Basta estender as mãos e se deixar cuidar pelo Pai Eterno, nosso querido Deus.


Uma mãe realmente não esquece seus filhos, mas se alguma viesse a se esquecer do seu bebê que ainda mama, o Senhor jamais se esqueceria de você! Ele te segura em suas próprias mãos e te chama pelo nome.


Ele não prometeu uma vida sem dores e desafios, mas certamente estará com você em cada momento, garantindo sua vitória e nunca te deixando só. “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.” Efésios 6:13


Jesus experimentou a dor, a humilhação e a vergonha, Ele morreu para que você pudesse viver. O preço da cruz foi por amor. Decida perdoar e viva, assim como a Erica, uma nova história em Deus.


Prª. Ana Paula Monteiro



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